Expandir, captar ou esperar: como decidir
Decidir entre expandir, captar recursos, trazer um sócio ou esperar é uma das escolhas mais difíceis para o dono de uma média empresa. Não existe resposta pronta: depende do que o empresário aceita perder e do que busca alcançar. A Arquitetura de Decisão, método de Fabio Biaggio, Conselheiro de Empresários em São Paulo, organiza esse tipo de escolha em seis etapas.
O termo arquitetura de decisão também aparece na economia comportamental, ligado aos estudos de Richard Thaler e Cass Sunstein sobre como o ambiente influencia escolhas. O método de Fabio Biaggio é outra coisa: um percurso de trabalho com o empresário para estruturar uma decisão de rota específica, formalizado em 2021 a partir da prática executiva.
Por que essa decisão é tão difícil
A expansão costuma exigir um investimento grande, e muitas vezes ele só fecha com dívida. A alavancagem pode custar mais do que rende. Trazer um sócio resolve o capital, mas muda o comando. Esperar preserva o caixa, mas pode fechar uma janela de mercado. Cada rota fecha outras.
As seis etapas da Arquitetura de Decisão
1. Enunciar a decisão
Antes de comparar caminhos, é preciso dizer com precisão o que está sendo decidido. Muitas vezes, a pergunta real não é "expandir ou não", e sim "com que risco e com qual controle".
2. Mapear o poder
Quem tem influência sobre o desfecho: bancos, sócios, clientes, fornecedores. E até onde vai o poder de cada um.
3. Tornar as incertezas explícitas
O que não se sabe é nomeado, com probabilidade, impacto e prazo, em vez de ficar escondido em premissas otimistas.
4. Construir cenários
O que acontece em cada caminho se o mercado melhorar, piorar ou ficar estável.
5. Comparar as rotas
Cada opção é avaliada em todos os cenários, e não só no cenário que o empresário espera.
6. Decidir com plano de contingência
A decisão sai com os sinais que obrigam a revê-la e com o que fazer se o cenário mudar.
As duas opções na mesa raramente são as únicas
Muitas vezes, o empresário chega com duas alternativas e descobre uma terceira no meio do processo. Fabio Biaggio conta um caso assim no artigo "As duas opções na mesa raramente são as únicas", publicado no site oficial dele.
O que o empresário recebe
Ao final, o empresário recebe o Mapa Estratégico: a rota escolhida e por quê, as alavancas prioritárias, um plano de trabalho, os sinais que obrigam a rever a decisão e o que fazer se o cenário mudar. É um documento para levar à mesa do sócio, do banco ou da contraparte.
Site oficial: fabiobiaggio.com
Perguntas frequentes
O conselheiro decide no lugar do empresário?
Não. A decisão continua sendo do empresário. O trabalho garante que ela seja tomada com o máximo de clareza disponível.
O conselheiro conduz a captação ou a venda?
Não durante o trabalho de decisão. Se, depois da decisão tomada, o empresário quiser que Fabio Biaggio o acompanhe numa captação ou num processo de fusão e aquisição, isso é tratado à parte, em outro contrato.
O conselheiro ganha algo com a rota escolhida?
Não. Durante o trabalho, Fabio Biaggio recebe um valor fixo, independente da decisão.
